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    Iscas Artificiais
   

INTRODUÇÃO ÀS ISCAS ARTIFICIAIS
A pesca com isca artificiais é muito diferente da pesca praticada com iscas naturais. No caso de pesca com iscas naturais, o que se está praticando é uma pesca de espera, onde o peixe é atraído pela isca oferecida, através do odor e do paladar. Ao contrário, as iscas artificiais produzem uma pesca mais dinâmica, onde se tentará, com o trabalho (movimento) da isca, dar vida a uma isca feita de madeira, plástico ou metal, imitando um peixe em seu habitat natural. Com isto, exploraremos outros sentidos dos peixes, como a proteção dos filhotes, domínio territorial, instinto predador, reflexo, irritabilidade, competitividade e até curiosidade, fazendo com que ataquem as iscas artificiais por estes motivos. Assim, o movimento destas poderá simular um peixe em fuga, um peixe ferido ou então no caso de predadores como traíra, dourado, robalo, black bass, tucunarés ou outro peixes agressivos, imitar um peixe invasor no território destes predadores.
Com este trabalho realizado pelas iscas artificiais, outros fatores são determinantes no sucesso ou não deste tipo de pesca. Assim, a precisão dos arremessos tem importância relevante, tanto como atingir com a isca a região de caça do peixe (peixes predadores costumam caçar próximos às estruturas, sejam galhadas, troncos, pedras ou outros anteparos que servem como esconderijo).
As condições externas, como temperatura, variações climáticas e pressão atmosférica são fatores que podem definir o sucesso ou não de uma pescaria, isto sem falar em cor e altura das águas, que também são importantes. A adaptação do pescador à essas condições é um grande desafio que enfrentamos. Claro que não devemos esquecer que em pescaria não existe nenhuma regra incontestável. Mas, apesar disto, através de estudos e observações, podemos estabelecer certos critérios para a escolha do tipo de peixe objetivo, bem como o local e iscas que poderão ter sucesso em cada uma de nossas investidas.

O TRABALHO
As iscas artificiais possuem tipos de trabalho diferentes entre si. Basicamente são divididas em iscas de superfície, meia água, de fundo ou metálicas.

ISCAS DE SUPERFÍCIE:
As iscas de superfície são iscas que trabalham na superfície da água ou até cerca de 30 cm de profundidade. Elas aliam a emoção da pesca com o visual do ataque dos peixes às iscas. A pesca de superfície pode ser considerada das mais emocionantes. Além disto, este tipo de isca precisa que o pescador varie seus movimentos atraindo o predador.
Destacam-se neste grupo as seguintes iscas:

Stick:
São iscas lastreadas na parte traseira. Quando paradas ficam na posição vertical ou inclinada e quando em movimento imitam o nado de um peixe ferido, que na natureza é a presa mais fácil.
Estas iscas, que não possuem ação própria, dependem muito da habilidade do pescador para lhe dar vida. Seu trabalho é efetuado de duas maneiras: pequenos toques de ponta de vara e toques pausados com pequenas paradas. Isto imita um peixe em agonia, provocando ataques espetaculares.
Seu trabalho fica muito prejudicado se estiver ventando no local onde estamos realizando nossos lances, pois a superfície da água estará agitada. Mesmo que o pescador tenha bastante experiência, a isca não irá trabalhar adequadamente. (FIGURA 1)

Sputinik e tipo Mirrolure (twichtwich):
São iscas que devem ser trabalhadas alternando pequenos impulsos com energia e repousos quando flutua na posição horizontal. (FIGURA 2)

Popper:
Possui a cabeça chanfrada, semelhante a uma boca. Deve ser trabalhada com pequenos toques de ponta de vara, com intervalos durante o recolhimento, para imitar o ataque de pequenos peixes (o que desperta o instinto de competição dos predadores). Em águas claras, o trabalho deve ser suave; em águas turvas, deve-se ser mais enérgico, para acentuar o ruído produzido pela sua cavidade frontal. (FIGURA 3)

Jumping Bait:
As Jumping Baits são iscas em que o trabalho deverá imitar um peixe ferido em fuga, com pequenos toques de ponta de vara, realizando pequenos pulos. Daí o nome da isca. Entre as iscas de superfície, esta é a mais difícil de ser trabalhada. Este nado imita pequenos peixes em fuga, ou pequenos animais roedores e répteis. (FIGURA 4)

Hélice:
Iscas que causam grande comoção na água, imitando insetos e peixes em fuga. Costumam atrair predadores à longa distância. São providas de uma ou mais hélices, distribuídas na traseira ou na parte frontal das mesmas. Devem ser trabalhadas com pequenos toques de ponta de vara, a fim de girar a hélice, provocando ruído similar ao de um peixe caçando ou se debatendo. Também deve ser trabalhada em recolhimento constante ou alternando-se esta velocidade. São muito eficazes em águas claras. (FIGURA 5)

Minnow Floating:
São iscas sem barbelas que flutuam, podendo ser usadas na superfície ou logo abaixo dela. Seu trabalho depende fundamentalmente da habilidade do pescador, sendo que as variações vão de acordo com a criatividade de cada um. Dentre as possibilidades, o mais corriqueiro é deixar a isca em repouso por alguns instantes e dar pequenos toques com pequenas paradas, tendo como finalidade imitar um peixe se alimentando ou simplesmente nadando.

Zara:
São iscas que devem ser trabalhadas com pequenos toques e recolhimento simultâneo de linha, o que as fará deslizar pela superfície em zig-zag (simulando nado errático, típico de peixes feridos). Para um bom trabalho, a ponta da vara deverá ficar apontada para baixo, para que a isca imite um peixe caçando. Não são iscas ideais para serem utilizadas com ventos e água turva.

 

ISCAS DE MEIA-ÁGUA:
Como o próprio nome diz, estas iscas forma feitas para trabalhar entre a linha da superfície e até cerca de 1,20m de profundidade (sendo que após esta profundidade já é considerada isca de fundo), dependendo da característica da isca, espessura da linha e velocidade de recolhimento.
A maior parte destas iscas é provida de barbelas (apêndice frontal que, com a pressão da água, adquirem um movimento imitando o nado dos peixes, além do que fazem as iscas, quando tracionadas, afundarem mais ou menos, dependendo do tamanho da barbela) mais longas e com maior inclinação. Além destas, ainda existem as de barbela mais curta, que não flutuam, fazendo com que o pescador tenha que arremessar a isca, deixá-la afundar até a profundidade desejada e só depois iniciar o trabalho.
Estas iscas podem ser trabalhadas de diversas formas, inclusive aproveitando-se do fato de na maioria das vezes estas iscas serem flutuantes. Pode-se obter uma grande movimentação de superfície, trabalhando-se com fortes puxões de ponta de vara, fazendo-as nadar uma curta distância e depois deixá-las flutuar novamente, reiniciando o trabalho logo após, imitando um peixinho caçando ou ferido.

Shallow Runner (Barbela curta - pouca profundidade):
Ideal para pescar peixes que comumente caçam próximos à superfície. Estas iscas trabalham entre 0,3 e 0,6m de profundidade.
(FIGURA 6)

Deep Runner (Barbela longa - grande profundidade):
Ideal para pescar peixes que normalmente habitam maiores profundidades, perto dos fundos de pedra, estruturas como troncos caídos, galhos submersos e drop off, que são degraus de profundidade acentuadas causados pela erosão.
(FIGURA 7)

Plugs Suspending:
Iscas com peso específico muito próximo ao da água, que faz com que, quando em repouso, permaneçam praticamente estáticas na profundidade que estão. (FIGURA 8)

 

ISCAS DE FUNDO:
São iscas destinadas a buscar os peixes junto aos locais de maior profundidade. Especialmente eficientes para os peixes que habitam os fundo rochosos, tocas, parcéis, ou em ocasiões quando os peixes não estão muito ativos.
Basicamente são anzóis lastreados com chumbo, bronze ou outro metal, enfeitados por pelos, penas, plástico macio ou a combinação entre eles.
A posição do olho onde se amarra a linha possibilita aos jigs, grubs e shads permanecerem com o anzol virado para cima, evitando enroscos. Por este motivo, deve ser evitado o uso de presilhas.
No caso das minhocas artificiais e outras "softbaits", a ponta do anzol deve ficar embutida no corpo da isca. Este procedimento possibilita ser trabalhada entre galhadas, troncos e outras estruturas onde o peixe costuma caçar.

Minnow Sinking:
São iscas com lastro de chumbo ou esferas de aço, muito úteis para localizarmos concentrações de peixe. Elas se dividem em iscas com ou sem barbela. As com barbela, quando tracionadas, produzem uma baixa vibração, podendo ser utilizadas para corrico ou sistema countdown. Já as sem barbela produzem uma vibração intensa, conforme velocidade de recolhimento.

Jig:
O Jig, também conhecido como cabeça de Jig, é um anzol provido de uma cabeça de chumbo, que pode apresentar algum ou nenhum adereço. O Jig é utilizado com grubs, shads, minhocas e outros tipos de iscas de silicone, ou então até vir revestido de penachos, borrachas, pêlos, tecidos. São indicados para todos os peixes predadores devemos empregar um trabalho delicado e discreto para que possamos sentir a batida do peixe em nossa isca.
Esses modelos precisam ser trabalhadas no fundo, com pequenos toques, para a isca passar pelos obstáculos dessas áreas. Seu trabalho pode ser feito com velocidades variáveis.
São muito eficazes para black bass, matrinxãs, piraputangas, badejos, garoupas, prejerebas, robalos, robalões e sargos. Além destes peixes, mostra-se um dos mais eficientes na pesca da traíra.

Grub:
Os grubs são iscas de silicone que imitam pequenos animais, crustáceos, insetos, larvas ou pequenos peixes, que deverão ser colocados nas cabeças de Jig. Elas tem rabos mais acentuados, o que lhes dá mais movimento quando tracionado. Podem ser trabalhadas em duas faixas: no fundo e na meia-água.
Estas iscas são desenhadas para água salgada, podendo também ser utilizadas em água doce, pois originalmente eram para este fim. Devem ser trabalhadas lentamente, com movimentos curtos. Esta isca é muito eficaz quando o peixe está inativo.

Minhocas Plásticas (plastic worms):
AS mais conhecidas imitam minhocas naturais e podem ser adquiridas em vários tamanhos e cores. Eleitas pelos aficcionados de bass como as número um para a espécie, também atraem traíras e alguns peixes de couro.
Os modelos micro podem ser usados para tilápias. É importante montar corretamente ou utilizar o sistema correto para não prejudicar sua eficácia. Essas iscas devem ser usadas nos sistemas Texas Riger, Jigs e Carolina Riger. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo.

Shad:
De borracha ou silicone de primeira linha, bem macios, forma desenhadas para imitar peixes. Você as deve usar em cabeças de Jigs, em um único anzol.
São empregadas por pescadores de água doce e salgada, com ótimos resultados para enchovas, sargos, badejos, garoupas, agulhões, dourados-do-mar e robalões, dourados de água doce, trairões, black bass e tucunarés.
Os modelos power shad, desenhados para água salgada, um pouco mais longos, possuem caudas que imprimem maior vibração na água. Excelentes ao encontrar cardumes à caça na superfície. Você pode trabalhar shads com jigs no fundo ou simplesmente com um único anzol.

Bugs e shrimps:
Os primeiros copiam pequenos crustáceos de água doce. Foram desenvolvidos para black bass, mas são muito eficientes para tilápias. Essas iscas devem ser usadas nos sistemas Texas Riger e Jigs e Carolina Riger. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo. Os bugs exigem trabalho lento pelas pequenas estruturas paradas. Sua eficácia se verifica, principalmente, em locais com dois a três metros de profundidade e com estruturas no fundo, como pedras e troncos.
Esse modelo imita os animais que integram os principais alimentos de bass.
Os shrimps forma projetados para serem similares aos camarões de água doce. Seu uso se faz com os métodos Texas Riger e Carolina Riger. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo.
Para robalos, têm sua época certa, que ocorrem principalmente quando os camarões somem dos estuários. Existem imitações específicas de camarões para sua pesca, os quais possuem o lastro em chumbo, inseridos em seu corpo.

Salamandras:
Desenvolvida para black bass, são as principais predadoras de suas ovas. No Brasil, não existem na Natureza. Os Bass as atacam por instinto, para preservar suas crias. Usa-se as salamandras também nos sistemas Carolina Riger e Texas Riger, somente para esta espécie. Texas Riger, Carolina Rig, Down Shot, Split Shot e outros tipos de montagem do conjunto anzol e chumbo.

 

ISCAS METÁLICAS:
Tem seu trabalho baseado em um misto de reflexos e vibrações. São possíveis de serem trabalhadas em várias profundidades, dependendo da velocidade de recolhimento.
Apesar das iscas metálicas tradicionais serem basicamente cromadas, hoje encontramos muitas variações no padrão de cores que podem ser douradas, acobreadas, opacas ou estampadas e coloridas.

Colheres:
Uma das mais tradicionais iscas artificiais, é especialmente eficiente para peixes, como as Matrinchãs, Piraputangas e Dourados. As colheres devem ser trabalhadas arremessando-se e recolhendo-se em velocidade contínua. As colheres são as iscas preferidas para a prática do corrico e a utilização de um girador é obrigatória.

Spinnerbaits:
O Spinnerbait é uma isca composta por uma haste metálica que tem numa extremidade um anzol com chumbo enfeitado por cerdas coloridas e na outra uma ou mais colheres giratórias de cores e formas variadas. A disposição do conjunto faz com que a isca, quando tracionada, mantenha-se numa posição que evita enroscos. Esta característica possibilita podermos utilizá-la mesmo nos pesqueiros mais difíceis, com galhadas, capins ou outras estruturas onde a maioria das iscas ficariam enroscadas.

Spinners:
O spinner é composto por uma única colher giratória, sobre um eixo com um anzol ou garatéia na parte posterior. Com tamanhos dos mais variados, pode ser eficiente também para os menores peixes como tilápias e até lambaris. Deve ser utilizado com presilhas dotadas de girador.

Buzzbaits:
É muito semelhante ao spinnerbait, apenas subtituindo as colheres giratórias por uma hélice em forma de delta. Deve ser trabalhada com velocidade compatível à profundidade desejada, pois quanto mais lento seu recolhimento, mais profundidade e quanto mais rápido mais superficial será seu trabalho, de forma a se manter na superfície.


Fonte: http://www.pescamadora.com.br/